A situação sanitária atual impossibilitou a realização da 2.ª edição da Festa do Bunho e do Junco. Não obstante, os elementos da Associação e os habitantes da terra uniram-se num esforço comum para assinalar o 1.º aniversário da Festa do Bunho e do Junco, um evento que foi inédito e singular na vida de Torres. Não foi possível vir para a rua com tasquinhas, cortejo, música, ajuntamentos, mas, nos dias 3 e 4 de outubro, os habitantes deram um ar festivo às ruas com enfeites naturais e objetos do uso quotidiano; no pátio da sede da Associação Recuperar a Aldeia de Torres, os artesãos trabalharam o bunho e o junco com entusiasmo e os artistas plásticos expuseram, em vários espaços, os seus trabalhos, em pintura, em fotografia, em barro, em renda.

Decoração da entrada da estrada que sobe para Torres
Exposição de trabalhos de artistas plásticos, no exterior da sede da Associação
Exposição de trabalhos de diversos artistas
Uma esteira em bunho e fotografias de Marta Aguiar
D. Izaíra, artesã e sócia-honorária da Associação, e o Sr. Paulo Ribeiro, artesão de Perrães, colaborador, desde o primeiro momento, da Associação Recuperar a Aldeia de Torres
Preparativos para a confeção de uma esteira em bunho
D. Graciete, artesã e sócia-honorária da Associação, nos preparativos para a confeção de uma pequena esteira em junco

Foi também possível visitar uma exposição de móveis e objetos recuperados, pinturas e peças antigas.

Numa oficina de carpintaria desativada, passou um pequeno documentário sobre as mulheres de Torres e a sua importância na economia local, da autoria de Isabel Carvalho. Foi notória a alegria que transpareceu no olhar destas mulheres quando se viram documentadas, por sentirem que o trabalho árduo e muitas vezes solitário que realizam era apreciado, valorizado e dignificado por alguém vindo de fora.

Esperamos realizar em 2021 uma nova edição da Festa do Bunho e do Junco, com mais alegria, público e melhores condições sanitárias!

Categorias: Eventos 2020

1 comentário

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Ana Filipa Balancho · 5 Outubro 2020 às 18:28

É surpreendente ver, através do trabalho da Associação, o brio da gente bairradina que, mesmo em tempo de isolamento, arregaça as mangas para mostrar a alegria com que realiza a sua labuta diária. Bem hajam pelo orgulho que demonstram em não deixar morrer estas tradições.

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