Na verdade, já é o sétimo ano em que procuramos valorizar a nossa aldeia, trazendo inovação e originalidade no programa apresentado.
Um dos pontos mais altos do evento foi, sem dúvida, a 1.ª edição do concurso “O melhor pão da aldeia”. Participaram 11 concorrentes, sendo quatro senhoras da aldeia que sempre fizeram o pão que as suas mães e avós lhes ensinaram. Participaram também diversas padarias, de Chipar de Cima, Febres, Curia, Anadia e Furadouro, e ainda um descendente da Padaria Bandeira de Vilarinho do Bairro. O regulamento era rígido e o júri incluía profissionais do ramo. Foi desafiante e entusiasmante assistir à degustação e avaliação dos pães a concurso pelo júri. O desfecho foi surpreendente e motivo de regozijo por todos os presentes: o 1.º prémio (Pão de Ouro) foi atribuído a uma das senhoras da terra, de seu nome Rosa Costa, filha da nossa querida artesã Dolores. O 2.º prémio (Pão de Prata) foi para o senhor Álvaro Engenheiro, da padaria Curia Park e o 3.º prémio (Pão de Bronze) distinguiu o pão de centeio da padaria Cruzeiro 93, do senhor Vitor de Jesus Duarte. As menções honrosas foram atribuídas à Padaria Mil Delícias em Febres e às nossas associadas (também de Torres) Celina Silva e Amélia Coelho.




Outro momento igualmente apreciado foi a comunicação do astrónomo Filipe Carneiro e a observação dos corpos celestes, através de telescópio, na noite escura atrás da Adega do Avelar. A Ceia Bairradina foi um momento de degustação e convívio, visto que estavam pessoas vindas de várias partes do país, e o grupo musical Modas de Antanho foi também muito apreciado. Novos e velhos cantaram e dançaram com imenso prazer e alegria.


As exposições realizadas pela Olga Santos Galeria em diversos espaços da aldeia, nomeadamente nas paredes das casas em ruínas, tornaram esses espaços culturalmente mais atraentes. Os artistas plásticos e fotógrafos que participaram nesta exposição foram muitos e de diversas nacionalidades. O tema escolhido foi “Amores Proibidos”, numa alusão clara ao amor imortal de Pedro e Inês de Castro. Mais um ano, a nossa associada Lígia Castelão converteu um espaço da sua casa numa mostra graciosa e elegante de móveis recuperados, objetos antigos e outros trabalhos de pintura da sua autoria.





O cortejo, realizado na tarde de domingo, contou com a boa onda e muita animação do grupo Ursos das Gaitas, de Mira. No final do cortejo, foram divulgados os premiados do concurso “O melhor pão da aldeia” e entregues os prémios, oferecidos gentilmente pelas caves do Cedro da Família Aleixo. O hino da ARAT foi cantado pelos presentes, com acompanhamento musical pelos Ursos das Gaitas.



Pensamos que o programa deste evento foi cumprido com sucesso e agradecemos a colaboração e a boa-vontade de alguns dos associados e amigos que vieram de longe para nos ajudar.
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