As maias em Torres

Mais um ano, a ARAT lançou o convite à população de Torres, ao Agrupamento de Escolas de Anadia e ao Centro Social Cultural e Recreativo da Poutena. O objetivo era que, em cada casa, as pessoas criassem a sua própria coroa, de preferência com flores e verduras naturais, e que a colocassem na sua porta na noite do dia 30 de abril.

Em Torres, o objetivo era mais abrangente, visto que nesse dia começaram as festividades associadas à Nossa Senhora do Desterro e também porque, em Portugal, festejamos o Dia da Mãe no 1.º domingo do mês de maio.

Ao percorrer as ruas da aldeia, congratulámo-nos com o que vimos, pois encontrámos muitas coroas ou simplesmente ramos de maias nas casas. Também os professores da escola EB1 da Poutena aderiram, mais uma vez, à nossa iniciativa.

A Associação colocou uma coroa gigante na entrada principal da aldeia, assim como a representação da deusa Flora, que simboliza a Primavera e a fertilidade.

Arquitetos e artistas plásticos visitam Torres

No sábado, dia 18 de janeiro, na Adega do Avelar, em Torres, reuniram-se os artistas plásticos Rui Pedro Bordalo, Manuela Vaz, Goreti, Isabel Carvalho, Gustavo Sanches de Castro e os arquitetos Olga Santos e Rogério Silva, a convite de Olga Santos Galeria e com o apoio da Associação Recuperar a Aldeia de Torres. O principal objetivo deste encontro foi realizar um dia aberto de trabalho para o projeto Reabilitar-nós, com o intuito de começar a programar a Festa do Bunho e do Junco de 2025. Depois de visionar o projeto apresentado ao município de Anadia pela arquiteta Olga Santos, o grupo partiu para o terreno.

Este projeto de reabilitação urbana, num percurso de 1800 metros, da Fonte da Cuba à Lagoa, passando pela Capela de Torres, recupera a memória do lugar, transformando-a num livro aberto com leitura contemporânea, criando memória para o futuro.

Neste percurso (da Cuba à Lagoa), os motivos multiplicam-se e deixam evidenciar a riqueza do território envolvente, as vinhas e a lagoa, sem esquecer as histórias que por ali passaram ao longo dos tempos. Motivado pela beleza da paisagem, o grupo teve oportunidade de recolher os registos que a lente não engana e deixa pretexto para trabalho e discurso de ideias a apresentar em outubro de 2025, na festa do Bunho e do Junco que irá ter a sua sexta edição.

O trabalho e o percurso foram profícuos e, ao fim da tarde, quando todos regressaram ao ponto de partida para uma merenda bem merecida, a cavaqueira foi bastante partilhada com ideias deveras inovadoras e oportunas.

Quando uma aldeia como a de Torres suscita o interesse daqueles que a visitam, com o intuito de procurar com as suas ideias a valorização da mesma, isso é motivo de orgulho para todos os que nela nasceram ou que, sem nela nascerem, se apaixonaram por ela.